domingo, enero 17, 2021

Willy Herrmann: Indianápolis, a oportunidade quase mágica de mudar sua vida para sempre

Nesta semana, Juan Pablo Montoya confirmou seu retorno às 500 Milhas de Indianápolis em 2021. O colombiano, bicampeão da prova em 2000 e 2015, defenderá a McLaren na corrida que não disputa desde 2017.

Aos 45 anos, ele vai se juntar a nomes como os brasileiros Tony Kanaan e Hélio Castroneves, ambos prestes a completar 46 anos e que também confirmaram presença na prova nas últimas semanas pela Chip Ganassi e Meyer-Shank, respectivamente.

Montoya não disputa uma temporada completa da Indy desde 2016, enquanto Castroneves deixou a categoria no fim do ano seguinte. Já Tony disputou em 2020 sua primeira temporada parcial em mais de duas décadas, naquilo que chamou de Last Lap (última volta) da carreira. Mas por qual motivo pilotos renomados como eles, mesmo já com outros rumos e competições na carreira e sabedores de que a aposentadoria não está tão longe, continuam a busca por beber a garrafa de leite mais desejada do mundo?

Esse é o assunto abordado nas linhas a seguir por Willy Herrmann, comentarista da Fórmula Indy na televisão brasileira por quase duas décadas, nos anos 90 e 2000. Herrmann, que é CEO do Image Group, grupo que representa a categoria na América Latina, trabalha com a Indy desde 1984 e já conviveu com inúmeras lendas de Indianápolis em situação similar, como Johnny Rutherford, Gordon Johncock, as famílias Unser e Andretti e tantos outros. Todos em busca da glória máxima mesmo quando já se aproximavam (ou ultrapassavam) da marca de meio século de vida.

Em tantos anos, ele avalia haver algo que não mudou: a oportunidade ímpar que a Indy 500 oferece de, em três ou quatro horas, mudar a vida de alguém por toda a eternidade. Confira a seguir.

Quem não gostaria de vencer as 500 Milhas de Indianápolis, a prova com o maior público e a maior premiação do automobilismo mundial?

Desde 1911, a cada ano, somente 33 pilotos realmente especiais tem a oportunidade de buscar a vitória na corrida mais importante do mundo e talvez esta seja a principal razão que leva consagrados pilotos das mais distintas categorias a encarar o desafio.

Campeões mundiais de Fórmula 1 ou vencedores como Jim Clark, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Fernando Alonso e Juan Pablo Montoya são alguns que tiveram o talento, a coragem, a garra e principalmente a oportunidade de correr na Indy 500.

Nesta semana, Juan Pablo Montoya confirmou seu retorno às 500 Milhas de Indianápolis em 2021.
Nesta semana, Juan Pablo Montoya confirmou seu retorno às 500 Milhas de Indianápolis em 2021.

Somando-se a sua importância, a Indy 500 é um desafio mais mental que físico, exigindo do piloto total concentração e sintonia com a equipe por mais de três horas de prova a 370 km/h, o que faz com que muitos veteranos persigam a oportunidade.

Tal como nas maratonas, o grande desafio é estabelecer e manter um ritmo focado na vitória e, para tanto, controlar o ímpeto e a ansiedade são tão importantes como o arrojo e a forma física.

Diferente de disputar um campeonato, a Indy 500 oferece consagração quase instantânea. 

Nunca vi um piloto que não mudasse de atitude no período da Indy 500. A pressão é absurda.   Imagine você diante de uma oportunidade quase mágica que em três ou quatro horas pode mudar a sua vida para sempre?

Pense: somente nos últimos anos, o que levou Jean Alesi a participar com um carro e equipe que todos sabiam não era competitivo? O que levou um Buddy Lazier, que já venceu, voltar investindo o seu próprio dinheiro? O que levou o Buddy Rice a “desaparecer”? O que levou a Danica Patrick a voltar? O que fez ases como Clark, Hill e até Fangio a encarar o desafio? O que motivou o Rubinho? É o que ocorre agora com nossos tão familiares Hélio Castroneves, Tony Kanaan e Juan Pablo Montoya.

O automobilismo é um esporte que desafia os limites exigindo uma constante administração de erros que combinada com a velocidade determina o desempenho, sendo que em nenhuma outra corrida isto fica tão claro como nas 500 Milhas de Indianápolis.

Este é o desafio desde o primeiro treino até a bandeira quadriculada. Simplesmente o desafio de vencer ou perder a corrida mais importante do planeta!

Colaboração: Geferson Kern/Colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

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