martes, octubre 27, 2020

Andretti lidera Fast Friday em dia com maiores velocidades em Indianápolis em 24 anos

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

A Fast Friday (sexta-feira veloz, em tradução livre), tradicional treino que antecede a classificação das 500 Milhas de Indianápolis, fez jus ao nome. A sessão desta sexta-feira (14) marcou as mais altas velocidades atingidas nos treinos para o Maior Espetáculo das Corridas em 24 anos. E quem mais se destacou no dia em alta velocidade no Indianapolis Motor Speedway foi a equipe Andretti: Marco Andretti foi o mais rápido do dia, enquanto Ryan-Hunter Reay foi o melhor entre as voltas sem vácuo, condição em que será disputada a classificação neste fim de semana.

A volta mais rápida obtida pelo filho de Michael Andretti foi a 233,491 mph (375,687 km/h) de velocidade média. Segundo a IndyCar, esta foi a volta mais rápida numa Fast Friday desde a edição de 1996, quando Arie Luyendyk estabeleceu o recorde extra-oficial da pista, que perdura até hoje: o holandês voador, na ocasião, cravou uma volta a 239,260 mph de velocidade média o equivalente a estonteantes 384,969 km/h. O piloto do carro #98 também alcançou nesta sexta-feira a maior velocidade final do dia: 239,795 mph (385,830 km/h).

Fora do vácuo, porém, a Andretti também reinou. Ryan-Hunter Reay, quarto melhor do dia na classificação geral, foi o mais rápido, com uma volta a 232,124 mph (373,487 km/h) de média horária. O Capitão América também foi o melhor do dia na média de quatro voltas rápidas, exatamente o sistema em que acontece o treino classificatório, onde foi seguido por Marcus Ericsson, Graham Rahal, Scott Dixon e James Hinchcliffe. Seja em uma ou quatro voltas, o que se viu foi um domínio dos carros Honda, em especial aqueles das equipes Andretti e Chip Ganassi.

O grande diferencial da sexta-feira foi a adição de potência nos motores, que ganharam 50 cv com relação à configuração de corrida, utilizada nos dois primeiros dias de treino. Com isso, há possibilidade de que seja estabelecida a pole position mais rápida da história da Indy 500 neste fim de semana. Atualmente, a marca pertence a Tony Stewart e foi conquistada também em 1996, com 233,100 mph (375,057 km/h).

Dia difícil para a Chevrolet

Se os motores Honda dominaram, obviamente os Chevrolet não foram bem. Na classificação geral da sexta-feira, o melhor carro equipado com propulsor fornecido pela montadora da gravatinha foi Will Power, que já na hora final do treino arrancou um 11º lugar. O australiano também foi o melhor Chevy na média de quatro voltas rápidas, com o sexto tempo, o único representante da fábrica de Detroit entre os nove mais rápidos que estariam aptos a disputar a pole conforme os tempos do Fast Friday.

Os demais pilotos da Penske também ficaram aquém das posições que estão acostumados a ocupar: o atual campeão da Fórmula Indy, Josef Newgarden, foi 17º na geral e 13º na média de quatro voltas, ainda bem à frente de Simon Pagenaud (22º/19º) e Hélio Castroneves (29º/23º). Tony Kanaan, da Foyt, também viveu um dia difícil, ao terminar em 24º na geral e 21º na média de quatro voltas rápidas.

Na McLaren, outra cliente Chevy, Fernando Alonso voltou à pista após o acidente da quinta-feira (13), ainda o único registrado em todos os treinos realizados até aqui. O desempenho, porém, não foi animador: o espanhol, que anunciou que não estará em Indianápolis em 2021 e 2022 em função de seu contrato com a Renault para disputar o Mundial de Fórmula 1, fechou o dia em 25º, mesma posição que ocupou no ranking que considera quatro voltas. Bem atrás dos jovens companheiros Pato O’Ward (18º/11º) e Oliver Askew (19º/18º)

Quem enfim conseguiu participar de uma sessão foi Ben Hanley, da DragonSpeed, ausente dos dois primeiros dias de treinos. O desempenho, porém, não foi nada animador: sua melhor volta foi de 222,086 mph (357,336 km/h), nada menos do que 8 km/h de média horária abaixo do concorrente mais próximo, Max Chilton, da Carlin, que foi o penúltimo do dia. 

Dia de definição

A programação deste sábado (15) em Indianápolis prevê a divisão do pelotão em dois grupos. Cada um vai participar de um treino livre de meia hora de duração, a partir das 9h30min e 10h (horários de Brasília), como última chance de acerto antes do qualify. A classificação ocorre das 12h às 17h50min, quando ocorre a definição das posições 10 a 33 do grid de largada. 

No domingo, os nove mais rápidos terão uma tentativa extra cada(16), para a definição da pole position e da formação das três primeiras filas do grid, na sessão conhecida como Fast 9. Em ambos os dias, a classificação será feita conforme a média de quatro voltas rápidas que cada piloto deve cumprir cada vez que sair à pista.

No Brasil, os dois dias do fim de semana mais veloz da temporada no automobilismo mundial serão transmitidos ao vivo pelo Bandsports e DAZN. Neste sábado, a transmissão inicia às 16h, com a reta final do primeiro dia de classificação. No domingo, o Fast 9 será exibido por ambos os canais a partir das 14h. A prova acontece no próximo dia 23 de agosto, com transmissão em TV aberta da Band e em streaming pelo DAZN.

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