jueves, octubre 22, 2020

Dixon lidera dia em Indianápolis e Alonso é o primeiro a se acidentar nos treinos

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

Com uma volta voadora a menos de 20 minutos do final, o neozelandês Scott Dixon terminou na frente o segundo dia de treinos, ocorrido nesta quinta-feira (13), para a 104ª edição da prova. O dia, destinado sobretudo às simulações de corrida, ainda viu o primeiro acidente dos treinos para o Maior Espetáculo das Corridas. E o protagonista não poderia ter sido mais ilustre: o espanhol Fernando Alonso, da McLaren.

A colisão inaugural do mês de agosto no Indianapolis Motor Speedway ocorreu a 49 minutos do fim do treino. Alonso perdeu o controle na curva 4 ao tocar a faixa de concreto ao redor da grama no lado interno e bateu, no muro externo de proteção, já na entrada da reta. O carro ainda rodou até parar na entrada do pitlane. O espanhol nada sofreu e fechou o dia na 8ª colocação, com 40s1135, média de 224,363 mph (exatos 361 km/h), num bom dia da McLaren, que colocou outro de seus pilotos, o jovem americano Oliver Askew, na última vaga do Top-10.

O dia foi de aumento das médias horárias em relação à sessão de abertura dos treinos. Dixon, Sato, Marco Andretti e Conor Daly, os quatro melhores da quinta-feira, foram os primeiros dos treinos a quebrar a barreira dos 39s (e das 225 mph) no tempo de volta. A melhor volta do piloto da Chip Ganassi foi a exatos 226,102 mph (363,798 km/h), exatos 2,5 km/h acima da melhor média da quarta-feira (12), obtida por James Hinchcliffe, que foi o 17º nesta quinta. Dixon ainda foi o mais veloz da sessão, com 233,499 mph (375,699 km/h) de velocidade máxima ao fim da reta dos boxes.

Escondendo o jogo?

Os dois brasileiros que participarão da prova voltaram a ter desempenhos sólidos. Tony Kanaan aproveitou o bom dia da Foyt, que colocou Charlie Kimball em 7º, para fechar em 14º, média de 223,676 mph (359,894 km/h). Hélio Castroneves foi o melhor da Penske e terminou em 16º, com média de 223,633 (359,825 km/h). Para se ter uma ideia do equilíbrio, a diferença entre ambos, no cronômetro, foi de apenas oito milésimos.

Os demais carros da Penske também não tiveram desempenhos notórios na tabela: Josef Newgarden foi 18º, com Will Power em 23º e o atual vencedor da prova, Simon Pagenaud, apenas em 27º. Os companheiros de Dixon na Ganassi, os suecos Felix Rosenqvist e Marcus Ericsson, foram 24º e 25º, respectivamente. Entre os demais ex-campeões da prova que correrão no dia 23, Ryan-Hunter Reay fechou em 11º e Alexander Rossi foi o 26º.

Quem apareceu bem foram os carros da Dale Coyne. Com um acordo fechado a poucos dias do início dos treinos para estar presente (o que se comprova pelo #33 usado por ele em 2019 ainda presente em seu macacão e capacete, enquanto o carro foi inscrito com o #51), James Davison foi a surpresa do dia e foi 9º. Seu companheiro Alex Palou foi ainda melhor e terminou o dia como o melhor novato, em 5º.

Andretti lidera fora do vácuo

Fora do trânsito, a equipe Andretti voltou a se destacar no segundo dia treinamentos. Jack Harvey, da Meyer-Shank, que conta com suporte do time de Michael Andretti, teve a melhor volta sem vácuo do dia, com 222,123 mph (357,395 km/h). Logo atrás veio Colton Herta, 5º na geral, seguido de Ryan-Hunter Reay. O novato Rinus VeeKay, da Carpenter, interrompeu a sequência do time da tradicional família americana, completada no Top-5 do quesito no tow por James Hinchcliffe.

Apesar de andar mais uma vez por todo o dia no rodapé da tabela de tempos, o canadense Dalton Kellett, companheiro de Tony Kanaan na Foyt, fechou a quinta-feira como o piloto que mais andou: nada menos do que 141 voltas, quase três quartos da distância total da prova, mesma marca de Felix Rosenqvist. Eles foram seguidos por Pato O’Ward, da McLaren, que fechou em 20º e completou 138 voltas pelo oval de quatro quilômetros de extensão.

A nota baixa do dia ficou pela ausência, mais uma vez, de Ben Hanley. O piloto da equipe DragonSpeed sofreu novamente com problemas eletrônicos no carro e, a exemplo do ocorrido na primeira sessão, não conseguiu participar em nenhum momento ao longo das seis horas de treino, mesmo com a organização da Fórmula Indy tendo liberado um tempo extra em pista já na quarta-feira (12) para que ele desse algumas voltas.

Clima de classificação

Para o treino livre desta sexta-feira (14), os carros estarão mais potentes em virtude do uso de maior pressão de turbo, idêntica àquela a ser utilizada na classificação, marcada para sábado (15) e domingo (16). Nos treinos realizados até aqui, a pressão de turbo permitida foi de 1,3 bar, a mesma a ser usada na corrida. Para o qualify, a pressão subirá para 1,5 bar, contra 1,4 bar permitidos até o ano passado, o que alguns times estimam que dará um ganho de até 50 cv de potência aos carros.

O aumento da potência, tradicional para a classificação em Indianápolis, serve, entre outros pontos, para compensar o peso adicional de 27 kg que os carros carregam neste ano, com o advento do aeroscreen. A expectativa é de que, no Fast Friday (como é conhecido o último treino antes da classificação), os carros, no vácuo, possam ultrapassar a média horária de 370 km/h. A sessão desta sexta-feira vai das 12h às 18h (horários de Brasília).

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