jueves, octubre 22, 2020

Especial Indy 500: A primeira vitória de um McLaren – que não foi com a McLaren

Já estamos a somente 29 dias para as 500 Milhas de Indianápolis. O #29 foi o número que, em 2017, marcou a volta da McLaren à maior prova do planeta, depois de 38 anos de ausência. Era o número que estampava o carro alinhado pelo time fundado por Bruce McLaren, em parceria com a Andretti e a Honda, para o espanhol Fernando Alonso, que neste ano repetirá o #66, já usado em 2019, na terceira tentativa que fará de estampar seu rosto no troféu Borg Warner.

O número com o algarismo 6 repetido faz menção à primeira vitória de um carro construído pela McLaren a vencer a Indy 500, na edição de 1972. Que, curiosamente, não veio com a equipe oficial de fábrica, mas com um time privado. Que repetiria o feito muitas e muitas vezes por quase meio século a partir dali.

Na prova daquele ano, quando veio a bandeira verde, o pole position Bobby Unser manteve a ponta e liderou as 30 primeiras voltas. Gary Bettenhausen, da Penske, tomou a dianteira em seguida e dominou a prova até faltarem 25 voltas para o final. Foi quando a corrida terminou para ele, após 136 voltas na liderança, por um problema de ignição. Mais um duro capítulo na história dos Bettenhausen, família que mais liderou voltas nas história das 500 Milhas sem nunca conseguir vencer a corrida

A liderança então foi parar nas mãos de Jerry Grant, que precisou ir aos boxes trocar um pneu na volta 188 das 200. Foi aí que o inusitado entrou em campo: Grant se confundiu e parou o carro no pit do companheiro de equipe Bobby Unser. A equipe não teve dúvidas: os mecânicos carregaram os equipamento até o local, trocaram o pneu e até reabasteceram o carro, com combustível do tanque reservado para Uncle Bobby, o que era proibido pelo regulamento.

Grant ainda voltou à pista em segundo, mas já estava quase uma volta atrás do líder Mark Donohue. Que tomou a ponta para não mais perder e conquistar sua primeira (e única) vitória no Speedway. Também a primeira (de muitas, exatamente 18 até a edição de 2019 da Indy 500) para o Team Penske, que fazia apenas sua quarta participação em Indianápolis e vencia a prova – com um chassis McLaren.

Donohue, que perderia a vida três anos depois, após um acidente no GP da Áustria de F1 – e com um carro da Penske, na única passagem da lendária escuderia pela categoria europeia -, se tornou o terceiro colocado, até então, na lista de vencedores da prova que menos lideraram voltas, perdendo apenas para Graham Hill (que liderou apenas 10 em 1966) e Joe Dawson, campeão da segunda edição das 500 Milhas, em 1912, com somente duas voltas lideradas.

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

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