miércoles, octubre 21, 2020

Especial Indy 500: O outro A. J. Foyt, recorde e protagonismo mas às avessas

Faltam 19 dias para as 500 Milhas de Indianápolis. E dezenove era a idade do piloto mais jovem a largar na maior prova do mundo, há dezessete anos. Este feito, obtido justamente no dia de seu aniversário, um papel estranhamente decisivo na prova em que atingiu esta marca e o nome famoso herdado do avô são os principais atributos deste protagonista às avessas.

Nascido no Kentucky, Anthony Joseph Foyt IV, ou apenas A. J. Foyt IV, se criou no Texas, a casa do consagrado avô homônimo. Iniciou a carreira com dragsters para criança (os Drag Juniors), antes de passar para o circuito. Quando o fez, teve bons resultados: em 2002, foi o primeiro campeão da Infiniti Pro Series, a categoria de acesso à Indy sucessora da Indy Lights, mas sancionada pela IRL. Foram quatro vitórias em sete provas, numa época em que as categorias de base e principal só corriam, ainda, em ovais.

A ascensão para a Indy era óbvia. Veio no ano seguinte, com a pompa e responsabilidade de competir na Foyt com o consagradíssimo carro #14. Sua estreia no Speedway ocorreria exatos dez anos após a emocional aposentadoria do avô, em meio aos treinos para as 500 Milhas de 1993. Como mal havia carros para completar os 33 do grid, Foytinho só ficaria fora se fosse reprovado no teste de orientação para os novatos ou sofresse um acidente que o impedisse de correr. Do contrário, bateria o recorde do mexicano Josele Garza, que era dois meses mais velho quando largou para a edição de 1981.

Sem empecilhos, AJ4 classificou seu Dallara-Toyota em 23º no grid. Era a última vez que a prova iniciaria às 11h, horário local (a largada desde então é ao meio-dia) e a primeira que dois ex-presidentes americanos, George Bush e Bill Clinton, estavam nas arquibancadas para ver a corrida. Aquela edição também marcaria a despedida de Michael Andretti, que liderou 28 voltas mas abandonou pouco antes da metade. Ele ainda voltaria em 2006 e 2007, mas sem quebrar a sina de nunca conseguir estampar seu rosto no troféu Borg Warner.

Na frente, Hélio Castroneves, que largou da pole e venceu suas duas primeiras provas em Indy, tentava ser o primeiro a conquistar três vitórias seguidas no Speedway. Como sabemos, ele não conseguiu. Havia um Gil de Ferran no meio do caminho. E também um A. J. Foyt IV.

As câmeras não flagraram, mas no início da prova, Hélio e o já retardatário Foyt se tocaram na curva 2, quando este levaria uma volta do brasileiro. Na volta 168, lá estavam eles outra vez. Helinho de novo líder. O neto do SuperTex, outra vez retardatário. Na mesma curva 2, o então bicampeão das 500 Milhas temeu que o raio caísse duas vezes no mesmo lugar e hesitou em passar o herdeiro do velho A. J. Era a senha que De Ferran, no outro carro da Penske e que veio voando do meio do grid, precisava para embutir na traseira de Castroneves e consolidar, na curva seguinte, a ultrapassagem que lhe valeria a vitória.

Foyt IV ainda completou a prova em 18º, com onze voltas atrás do vencedor. Foi o segundo pior entre os nove rookies, a frente apenas, vejam só, de Dan Wheldon, que abandonou após uma batida na volta 186.

Sua carreira no automobilismo, diga-se, nunca foi muito melhor do que isso. Competiu pela Foyt até 2005 – ainda que sacado para as provas em mistos -, correu algumas provas pela Nascar Busch Series (atual Xfinity Series) em 2006, voltou à Indy pela Vision Racing em 2007 e 08, competiu nas 500 e no Texas pela equipe do avô em 2009 e foi barrado pelo próprio avô heptacampeão nos treinos para a prova de 2010. Era o fim da linha para Foyt IV nas corridas, onde teve como melhor resultado um 14º lugar no campeonato de 2007, com direito a um inacreditável pódio no Kentucky, sua terra natal, onde chegou em terceiro lugar.

Hoje, é casado com Casey Irsay, vice-presidente do Indianapolis Colts e filha do dono da franquia, Jim Irsay. Da união veio um filho, A. J. Foyt V (sim, o quinto na dinastia do nome vencedor) e uma nova carreira: desde 2010, Quattro, como também é conhecido, trabalha como olheiro do time de Indiana na NFL..

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

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