miércoles, octubre 28, 2020

Especial Indy 500: Quando as 500 Milhas aconteciam até no meio da semana

Faltam 30 dias para as 500 Milhas de Indianápolis. Uma prova por muito tempo também conhecida por ocorrer, seja qual for a circunstância, no dia 30 de maio. Mesmo se esta data caísse numa segunda, terça, quarta, quinta ou sexta-feira. Não importava: a data representava um feriado nacional dos EUA, que só foi ajustado há 50 anos, o que fez o dia da corrida mudar também.

Até 1970, o Memorial Day, feriado nacional em homenagem aos americanos que morreram a serviço das Forças Armadas, ocorria em 30 de maio. Se a data caísse num domingo, o Memorial Day iria para a segunda-feira, dia 31 – e levava as 500 Milhas de arrasto. Ou seja, não era difícil que a principal prova de automobilismo do mundo caísse num dia aleatório. Era possível ver campeões como Jim Clark ou Graham Hill cruzarem o Atlântico em busca da glória e terem de entrar na pista em plena quinta-feira às 11 da manhã, tradicional horário da largada da corrida.

Essa tradição durou justamente até 1970. A partir do ano seguinte, o Memorial Day passou a ser celebrado na última segunda-feira do mês de maio, como é até hoje. As 500 Milhas chegaram a ocorrer no sábado do fim de semana de feriado prolongado em 71 e 72. Em 73, a prova foi no dia do feriado, segunda-feira. A partir de 74, estabeleceu-se o formato atual: a prova sempre acontecerá no domingo que antecede a última segunda-feira de maio – e, evidentemente, o feriado federal.

A última edição fixa em 30 de maio foi a primeira de quatro vencidas por Al Unser. E com todo o mérito: Big Al largou na pole pela única vez na sua longa carreira em Indianápolis e liderou 190 voltas até vencer pela primeira vez, um dia após completar 31 anos de idade. O triunfo do Colt-Ford #2 também foi muito comemorado pela equipe Vel’s Parnelli. Com a vitória, o já ex-piloto Parnelli Jones – que iniciou o time no ano anterior, em sociedade com Velko «Vel» Miletich -, campeão da prova em 1963, juntou-se a Pete DePaolo como o segundo homem a faturar as 500 Milhas como piloto e chefe de equipe.

A prova foi um reflexo da temporada dominadora que Al Unser, o pai, teve na Fórmula Indy daquele ano: foram 10 vitórias em 18 provas. Fez mais do que o dobro da pontuação do vice-campeão, seu irmão mais velho Bobby Unser, que também havia conseguido ganhar o campeonato e as 500 Milhas pela primeira vez apenas dois anos antes. O feito seria repetido por um terceiro membro da família, Al Unser Jr., em 1994, pela Penske.

A segunda posição, diga-se, ficou com um competidor de um time que havia iniciado sua trajetória em Indianápolis no ano anterior: Mark Donohue, vencedor em 1973 e que corria justamente pela Penske. O melhor rookie, numa ótima quarta posição, foi Donnie Allison, famoso pela carreira na Nascar e por ser parte da chamada Alabama’s Gang (Gangue do Alabama) na categoria dos Stock Cars. Aliás, no fim de semana anterior às 500 Milhas, Allison, com um Ford, faturou a edição daquele ano da Coca-Cola 600 – então chamada World 600 -, em Charlotte, a prova especial de Memorial Day criada anos antes pela categoria da família France.

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