jueves, octubre 29, 2020

Marco Andretti repete o avô 33 anos depois e sai na pole, 11 milésimos melhor do que Dixon

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

Em maio de 87, Marco Andretti tinha dois meses de vida quando seu avô, o já tetracampeão da Fórmula Indy, Mario Andretti, cravou sua terceira e última pole position da carreira para as 500 Milhas de Indianápolis. Hoje, 33 anos depois, Marco repetiu o feito em alto estilo: neste domingo (16), ele cravou sua primeira pole para a Indy 500, com míseros 11 milésimos de vantagem sobre Scott Dixon, que buscava sua quarta posição de honra para a prova. A soma das quatro voltas de Andretti foi de 2:35.7985, contra 2:35.8098 do neozelandês.

Marco também conseguiu um feito jamais obtido pelo pai, Michael, proprietário da equipe pela qual compete, que nunca largou na pole position em Indianápolis – sua única presença na primeira fila foi em 1986, na última edição disputada antes do filho piloto vir ao mundo. Também foi a segunda pole da Andretti em Indianápolis, em repetição ao feito obtido há 15 anos, com Tony Kanaan, quando o time ainda se chamava Andretti-Green – no que foi também a única posição de honra do brasileiro na pista.

Curiosamente, a primeira pole de Marco no Speedway veio um ano após a edição de 2019, em que o avô foi o grande homenageado pelo cinquentenário da única vitória dele – e da família – nas 500 Milhas, numa prova em que o neto teve um desempenho sofrível (chegou em 26º, cinco voltas atrás do vencedor). Foi ainda a sexta pole de Andretti na carreira na Fórmula Indy, a primeira desde a prova 1 de Detroit em 2018 e a primeira em circuito oval desde a corrida de Pocono em 2013. 

O filho de Michael e neto de Mario, último a ir à pista no Fast 9 por ter sido o melhor no sábado, vai dividir a primeira fila com o próprio Dixon e com Takuma Sato, em primeira fila toda da Honda. Sato foi primeiro a ir à pista e conquistou sua melhor posição de largada em 11 participações em Indianápolis. Na única vez que havia disputado a batalha pela pole até hoje, em 2017, o piloto da Rahal-Letterman-Lanigan, que venceu naquele ano, havia conquistado o quarto lugar do grid.

Queda dos companheiros

Se no sábado a Andretti colocou quatro carros nas quatro primeiras colocações, no domingo o desempenho não foi o mesmo. Ryan Hunter-Reay, segundo no sábado, vai largar somente em quinto. James Hinchcliffe, quarto na primeira sessão, partirá em sexto. Já Alexander Rossi, terceiro mais rápido na sessão inicial, foi o mais lento do domingo e largará em nono – sua média dominical de 229,234 mph o colocaria apenas na 23ª colocação no grid se fosse obtida no sábado.

Mais rápido do que todos eles foi Rinus VeeKay, melhor no grid entre os novatos e entre os pilotos com motores Chevrolet. Único representante da fábrica de Detroit no Fast 9, o holandês vai largar em quarto. Seu desempenho mantém a saga de boas performances da equipe Ed Carpenter em Indianápolis, que vinha de quatro primeiras filas consecutivas (com uma pole) nas últimas quatro edições da corrida.

O estreante espanhol Alex Palou, da Dale Coyne, autor da média mais rápida deste domingo em apenas uma volta, com 231,901 mph (373,128 km/h), largará em sétimo, logo à frente de Graham Rahal, companheiro de Sato na Rahal-Letterman-Lanigan. Ambos, junto com Marco Andretti, foram os únicos a manter no domingo exatamente as mesmas posições conquistadas no treino de sábado. 

O Fast 9 deste ano teve uma característica curiosa: nenhum piloto conseguiu virar no segmento que define a pole melhor do que havia conseguido no treino de sábado. O pole Andretti, por exemplo, fechou suas quatro voltas no domingo com 2:35.7985, média de 231,068 mph (371,788 km/h). No sábado, havia virado 2:35.6078, média horária de 231,351 mph (372,243 km/h). 

Pole, domínio e história

A pole de Marco Andretti foi também a primeira de Bryan Herta como chefe de equipe nas 500 Milhas de Indianápolis. O pai do jovem Colton, que larga em 10º na prova do dia 23, já soma duas vitórias na corrida, com Dan Wheldon em 2011 e com Alexander Rossi em 2016, quando já possuía Michael Andretti como sócio no carro #98, que também possui uma participação acionária do próprio Marco – a equipe que alinha este carro, oficialmente, se chama Andretti-Herta Autosport with Marco Andretti & Curb-Agajanian.

A conquista da pole neste domingo corroborou o domínio de Marco Andretti nos três dias do fim de semana de classificação, quando os carros possuem potência aumentada em relação ao que usarão na corrida. Ele foi o mais rápido em todas as sessões desde a Fast Friday, na última sexta-feira (14), quando virou a volta mais rápida da história de Indianápolis desde 1996, com 233,491 mph (375,687 km/h) de média horária.

Esta foi ainda o sétimo tempo de um pole position mais rápido da história da Indy 500, atrás apenas das médias dos poles de 1996, 1992, 2017, 2003, 1995 e 2002. No ranking histórico, o tempo de Marco em 2020 foi apenas um milésimo mais rápido do que o da pole de 2014, com Ed Carpenter: 2:35.7985 contra 2:35.7992, diferença de 0,001 mph (ou 0,002 km/h).

Caminho até a prova

Ainda neste domingo, todos os pilotos, já em modo de corrida, farão o último treino livre da semana em preparação à prova. Os carros voltam à pista pela última vez antes da corrida na próxima sexta-feira (21), com o Carb Day. A 104ª edição das 500 Milhas de Indianápolis ocorre no dia 23 de agosto, às 15h, com transmissão ao vivo para o Brasil via TV aberta com a Band e por streaming com o DAZN.

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