sábado, octubre 31, 2020

Marco e Andretti lideram primeiro dia de classificação em sessão dominada pela Honda

Texto: Geferson Kern / colaborador Brasil do IndyCarLatinos.com

Depois de passar as seis primeiras provas da temporada 2020 da Fórmula Indy sem vencer, a equipe Andretti está disposta a reverter o jogo em Indianápolis: no primeiro dia de classificação para as 500 Milhas, o time de Michael Andretti colocou quatro de seus seis carros nas quatro primeiras posições no grid. Marco Andretti, filho do dono do time, foi o mais rápido, seguido de Ryan-Hunter Reay, Alexander Rossi e James Hinchcliffe. O líder do campeonato Scott Dixon, da Chip Ganassi, fechou o Top5 deste sábado (15) no Indianapolis Motor Speedway.

Em comum entre os cinco, o motor: todos utilizam propulsores fornecidos pela Honda, que dominou a abertura dos treinos oficiais para o Maior Espetáculo das Corridas. O melhor Chevrolet veio apenas em sexto, com o surpreendente novato Rinus VeeKay, da Carpenter. O holandês, diga-se, foi o único piloto da montadora da gravatinha a garantir vaga no Fast 9, sessão a ser disputada neste domingo (16), a partir das 14h (horário de Brasília), que definirá a pole position e a formação das três primeiras filas do grid. Depois de VeeKay, o melhor Chevy foi Josef Newgarden, só em 13º.

A sessão final do treino, neste domingo, terá mais três pilotos com Honda: o também novato Alex Palou, da Dale Coyne, além da dupla da Rahal-Letterman-Lanigan, com Graham Rahal e Takuma Sato, que garantiu a última vaga no grupo dos nove com apenas 12 milésimos de vantagem sobre Colton Herta, outro representante da esquadra da Andretti. Cada um terá uma tentativa com quatro voltas rápidas para buscar a melhor média horária em busca da pole. A ordem de entrada na pista será inversa à obtida neste sábado, ou seja, será iniciada por Sato e finalizada por Marco Andretti.

A média horária que deu a pole provisória para Andretti, apenas o 28º a entrar na pista (a ordem é definida por sorteio), foi 231,351 mph (372,243 km/h). O neto de Mario Andretti e Dixon foram os únicos a conseguir virar voltas na casa de 232 mph, o equivalente a 373 km/h. No treino deste sábado, os 16 primeiros foram mais rápidos do que o melhor tempo do primeiro dia de classificação em 2019, obtido por Spencer Pigot, então na Carpenter, no carro que hoje pertence a VeeKay.

Último piloto a ter uma tentativa neste sábado, Dixon deu toda a pinta de que roubaria a pole provisória de Andretti: em suas três primeiras voltas, virou média de 231,560 mph, mas decidiu abortar a tentativa. Mesmo assim, o pentacampeão no domingo terá a chance de se igualar a Hélio Castroneves, A. J. Foyt e Rex Mays como o segundo piloto a mais largar na frente na história da Indy 500, com quatro poles. O quesito historicamente é liderado por Rick Mears, com seis poles.

Trovoadas na Penske

Na primeira 500 Milhas de Indianápolis sob a administração Roger Penske, a equipe fundada pelo Capitão teve um desempenho bem abaixo da expectativa: Newgarden, seu melhor representante, foi o único piloto do time entre os 20 mais rápidos. Will Power foi apenas o 22º, com Simon Pagenaud em 25º e Hélio Castroneves em 28º. Como o treino deste sábado valia para definir as posições de largada a partir do décimo lugar no grid, restará aos três largar na porção final do pelotão e buscar reaver o prejuízo na corrida do próximo dia 23.

Para Pagenaud e Castroneves, esta é a pior posição de largada na Indy 500 na carreira. O atual vencedor nunca havia saído além do 23º lugar no grid, em 2012 (ainda com a Schmidt-Peterson) e 2017. Já Castroneves tinha como pior posição de largada em suas 20 participações no Speedway o 19º lugar, em 2017, quando chegou em segundo. Para a Penske, esta é a primeira ausência entre os nove primeiros desde 2002, quando Gil de Ferran largou em 13º e Castroneves em 14º. Helinho, no entanto, conquistou na ocasião sua segunda vitória na Indy 500.

Apuros para Kanaan e Alonso

Outros dois grandes nomes da prova, o brasileiro Tony Kanaan e o espanhol Fernando Alonso, também sofreram com o mau desempenho dos motores Chevrolet. O piloto da Foyt ainda foi o melhor do que os companheiros de equipe Dalton Kellett e Charlie Kimball, mas mesmo assim larga somente em 23º. “O acerto de corrida é o que importa pro dia da corrida. Hora de concentrar na prova”, escreveu Kanaan em seu Twitter ainda durante a classificação.

Já Alonso não só vai largar na parte final do grid como foi o pior piloto da McLaren na classificação: o bicampeão mundial parte em 26º, atrás dos parceiros de time Pato O’Ward (15º) e Oliver Askew (21º), ambos novatos em Indianápolis. Para a equipe papaya, também será preciso apostar no bom ritmo em configuração de corrida demonstrado ao longo dos treinos – o espanhol ficou entre os seis primeiros nos dois dias de treinos livres disputados sob tal condição.

Disputa pela pole ao vivo

Os trabalhos voltados à corrida serão retomadas já neste domingo por boa parte dos times. Após o Fast 19, que inicia às 14h, os pilotos terão mais duas horas e meia de treino livre. Será a penúltima oportunidade de acertar o carro antes da corrida: a sessão derradeira, o tradicional Carb Day, com duas horas de duração, ocorre na próxima sexta-feira (21).

A sessão que define a pole position das 500 Milhas de Indianápolis será novamente transmitida ao vivo para o Brasil. O treino oficial decisivo será mostrada no país pelo Bandsports e DAZN. No próximo domingo, dia 23, a corrida também poderá ser acompanhada ao vivo pelos fãs brasileiros, em TV aberta pela Band e via streaming pelo DAZN.

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